Todas as deusas se entregam ao amante que um dia possuiu uma deusa e então todas as fêmeas dos homens Helenas, Briseidas e a Penélope tua hão de implorar às Musas — e as Musas a Eros e Afrodite a volúpia de uma noite contigo.
Não partas! Se partires as velas de tua nau serão escassas para enxugar-te as lágrimas — e nunca nunca mais tocarás a pele das deusas nunca mais a virilha das fêmeas dos homens e nunca mais serás um deus e nunca mais a melodia de uma canção de amor dos hinos do himeneu: abelhas mortas para sempre irão morar na pedra do jazigo de cera de teus ouvidos cegos.
Mas vem e vem dormir comigo e comigo e minhas irmãs todas as sereias do mar as sereias da terra e as sereias dos céus. Geraldo de Mello Mourão
Um pouco de sol Num nada de sal Virgem na praia. Azul seu raio a medo o olhar criou. Tão redonda na onda arfa uma saia? Foi ela ou o meu dizer que se afogou?
O tempo das suaves raparigas é junto ao mar ao longo das avenidas ao sol dos solitários dias de dezembro Tudo ali pára como nas fotografias É a tarde de agosto o rio a música o teu rosto alegre e jovem hoje ainda quando tudo ia mudar És tu surges de branco pela rua antigamente noite iluminada noite de nuvens ó melhor mulher (E nos alpes o cansado humanista canta alegremente) «Mudança possui tudo»? Nada muda nem sequer o cultor dos sistemáticos cuidados levanta a dobra da tragédia nestas brancas horas Deus anda à beira de água calça arregaçada como um homem se deita como um homem se levanta Somos crianças feitas para grandes férias pássaros pedradas de calor atiradas ao frio em redor pássaros compêndios de vida e morte resumida agasalhada em asas Ali fica o retrato destes dias Gestos e pensamentos tudo fixo Manhã dos outros não nossa manhã pagão solar de uma alegria calma De terra vem a água e da água a alma o tempo é a maré que leva e traz o mar às praias onde eternamente somos Sabemos agora em que medida merecemos a vida
Le ciel est bleu la mer est verte Laisse un peu la f'nêtre ouverte
Le flot qui roule à l'horizon Me fait penser à un garçon Qui ne croyait ni Dieu ni diable Je l'ai rencontré vers le nord Un soir d'escale sur un port Dans un bastringue abominable L'air sentait la sueur et l'alcool Il ne portait pas de faux col Mais un douteux foulard de soie En entrant je n'ai vu que lui Et mon c?ur en fut ébloui De joie
Le ciel est bleu la mer est verte Laisse un peu la f'nêtre ouverte
Il me prit la main sans un mot Il m'entraîna hors du bistro Tout simplement d'un geste tendre Ce n'était pas un compliqué Il demeurait au bord du quai Je n'ai pas cherché à comprendre Sa chambre donnait sur le port Des marins saouls chantaient dehors Un bec de gaz un halo blême Éclairait le triste réduit Il m'écrasait tout contre lui Je t'aime
Le ciel est bleu la mer est verte Laisse un peu la f'nêtre ouverte
Son baiser me brûle toujours Est ce là ce qu'on dit l'amour Son bateau mouillait dans la rade Chassant les ombres de la nuit Au jour naissant il s'est enfui Pour rejoindre ses camarades Je l'ai vu monter sur le pont Et si je ne sais pas son nom Je connais celui du navire Un navire qui s'est perdu Quant au marin je ne l'ose plus Rien dire
Le ciel est bas la mer est grise Ferme la f'nêtre à la brise
Je te l'ai dit pour les nuages Je te l'ai dit pour l'arbre de la mer Pour chaque vague pour les oiseaux dans les feuilles
Pour les cailloux du bruit Pour les mains familières Pour l'oeil qui devient visage ou paysage Et le sommeil lui rend le ciel de sa couleur Pour toute la nuit bue Pour la grile des routes Pour la fenêtre ouverte pour un front découvert Je te l'ai dit pour tes pensées pour tes paroles Toute caresse toute confiance se survivent
É certo que os códigos são uma coisa e os costumes outra: verdade que se verifica sobretudo no domínio do sensual, onde, mais que em qualquer outro, o ser humano parece ter a faculdade de respirar à vontade numa zona semelhante à das grandes profundidades, bem abaixo da superfície mutável das ideias, das opiniões, dos preceitos, bem abaixo mesmo da camada onde a palavra ou a consciência se exprime.
Todo pasa y todo queda, pero lo nuestro es pasar, pasar haciendo caminos, caminos sobre el mar.
Nunca persequí la gloria, ni dejar en la memoria de los hombres mi canción; yo amo los mundos sutiles, ingrávidos y gentiles, como pompas de jabón.
Me gusta verlos pintarse de sol y grana, volar bajo el cielo azul, temblar súbitamente y quebrarse...
Nunca perseguí la gloria.
Caminante, son tus huellas el camino y nada más; caminante, no hay camino, se hace camino al andar.
Al andar se hace camino y al volver la vista atrás se ve la senda que nunca se ha de volver a pisar.
Caminante no hay camino sino estelas en la mar...
Hace algún tiempo en ese lugar donde hoy los bosques se visten de espinos se oyó la voz de un poeta gritar "Caminante no hay camino, se hace camino al andar..."
Golpe a golpe, verso a verso...
Murió el poeta lejos del hogar. Le cubre el polvo de un país vecino. Al alejarse le vieron llorar. "Caminante no hay camino, se hace camino al andar..."
Golpe a golpe, verso a verso...
Cuando el jilguero no puede cantar. Cuando el poeta es un peregrino, cuando de nada nos sirve rezar. "Caminante no hay camino, se hace camino al andar..."
Todo amor es fantasía; él inventa el año, el día, la hora y su melodía; inventa el amante y, más, la amada. No prueba nada, contra el amor, que la amada no haya existido jamás.
Não esperar até ser sol poente. É máxima do cordo deixar as coisas antes que elas o deixem. Que se saiba converter em triunfo o próprio fenecer, pois às vezes mesmo o sol, ainda brilhante, costuma retirar-se numa nuvem para que não o vejamos cair, e nos deixa suspensos, não sabendo se ele se pôs ou não. Furte-se aos ocasos para não rebentar de desdouros; não espere que lhe voltem as costas, porque o sepultarão vivo para o sentimento e morto para a estima.
A vida não é um problema que possa resolver-se dividindo a luz pela escuridão ou os dias pelas noites, mas sim uma viagem imprevisível entre lugares que não existem. Stig Dagerman
L'océan resplendit sous sa vaste nuée. L'onde, de son combat sans fin exténuée, S'assoupit, et, laissant l'écueil se reposer, Fait de toute la rive un immense baiser.