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Tens agora outro rosto, outra beleza:
Um rosto que é preciso imaginar,
E uma beleza mais furtiva ainda...
Assim te modelaram caprichosas,
Mãos irreais que tornam irreal
O barro que nos foge da retina.
Barro que em ti passou de luz carnal
A bruma feminina...
Mas nesse novo encanto
Te conjuro
Que permaneças.
Distante e preservada na distância.
Olímpica recusa, disfarçada
De terrena promessa
Feita aos olhos tentados e descrentes.
Nenhum mito regressa....
Todas as deusas são mulheres ausentes...
Miguel Torga
pindaro
2 comentários:
OLha...
sinceramete, eu ano sei comop vim parar aqui.Mas CARAMBA RAPAZ!!!!
aqui boquiaberto com a qualidade do blog...é o tipo de coisa que todos querem fazer parte. Que conteúdo poético maravilhoso!
Parabéns a vocês! Por bom gosto, pelas magníficas postagens.
Abraços.
corrigindo..aff!!
"eu não sei como..."
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