sábado, maio 09, 2009

Um nome feito ao mar










Tive um barco e dei-lhe um nome
Dei-lhe um nome feito ao vento
dei-lhe um nome feito ao mar
Tive um amor e deixou-me
Ficou no meu pensamento
Mas não mais o vi voltar


Manuel de Andrade



pindaro

1 comentário:

Unknown disse...

Ó coração interior da madrugada,
ó rumor de água sem contorno
acendeu-se o teu corpo, o teu corpo,
aurora iluminada e luminosa,
irreal como um barco, perto, distante,
perdido, pelo qual os amantes
se beijam os pés e perdem a cor!

Eugénio de Andrade